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“Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape”

Aconteceu no dia 4 de maio o Ato “Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape” em Registro. O Ato Público  onde as comunidades tradicionais do Vale do Ribeira demonstraram sua luta pelo Território, pela Cultura, pelos direitos Sociais, pelo Meio Ambiente com Gente.

Soltamos o grito juntos: caiçaras, quilombolas, caboclos, pescadores artesanais,  demonstrando o que queremos e exigimos para o Vale do Ribeira.

Apesar da grande mídia e da elite brasileira nos vender que moramos em uma região pobre, sem alternativas, sabemos que são apenas falsos pretextos daqueles que estão no poder, para justificar as suas omissões e inércia de políticas publicas, sejam elas municipais e estaduais. Nós do Vale teimamos e resistimos em não aceitar politicagem enganosa de desenvolvimento como barragem no Rio Ribeira de Iguape e um meio ambiente que não considera a nossa presença.

Exigimos que o Estado de São Paulo respeite-nos em nosso território,  respeite a nossa cultura,  o nosso modo de vida,  que conservou essas matas do Vale, basta desta política ambiental injustiça, conservadora e irreal , defendida pelos velhos jargões engessados da SMA  (Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo),  que não consideram os seres humanos como parte integrante da natureza, mas liberam  a barragem para matar  nossas matas, e que ao mesmo tempo se pautam em um discurso em prol Mata Atlântica. Chega de tanta hipocrisia. O nosso grito é por dignidade, por respeito, por direito, exigimos estradas,  saúde,  educação de qualidade e apoio a nossa agricultura familiar.

Participaram cerca de 300 pessoas, num ritual cultural e reivindicatório, celebrando a luta pelo Rio Ribeira de Iguape vivo!

Chegada das comunidades na Praça Jóia

 

Dom José - Bispo da Diocese de Registro

Quilombolas de Maria Rosa/Iporanga-SP

"Ato "Ritual dos Povos Tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape"

Congada de São Benedito da Comunidade de Nova Esperança/Eldorado-SP

 

Território é um direito constitucional!

"vem vamos embora que esperar não é saber...

 

... "quem sabe faz a hora...

 

..."não espera acontecer!"

 

Grupo Batucaje - Miracatu/SP

Grupo Batucaje - Poetando e cantando o Vale do Ribeira

Congada de São Benedito Comunidade Nova Esperança/Eldorado-SP

 

Fandango na praça!

Fandango da Comunidade Caiçara Itapitangui/Cananéia-SP

Leitura da Carta de Registro

CARTA DE REGISTRO

ATO PÚBLICO

“RITUAL DOS POVOS TRADICIONAIS AO RIBEIRA DE IGUAPE”.

Nós das Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira e todos os participantes deste Ato Público, vimos através desta , denunciar a situação de descaso que o poder público tem tratado nossa região. As comunidades são ameaçadas por leis e decretos que ignoram nossa cultura e tradição cerceando nossos direitos fundamentais de povos tradicionais e cidadãos. Direitos estes já garantidos, na Constituição Federal, Estadual e em tratados internacionais, como a OIT.

O Governo do Estado de São Paulo, vem atuando com uma política ambiental que é ultrapassada, é uma política de exclusão e medo, criando unidades de conservação de proteção integral se sobrepondo aos territórios das Comunidades Tradicionais e em conseqüência dizimando nossas populações e causando grande impacto social e ambiental, este modelo de preservação, além de afetar nossas Comunidades Tradicionais não garante a conservação ambiental. Essa política é ainda utilizada pelas Prefeituras do Vale para criação de Parque Municipais e usa como subterfúgiom a não arrumar estradas, não manter as escolas rurais, não construir pontes, não implementar energia elétrica e comunicação em nossas comunidades. Direitos Sociais a todos!

O Vale do Ribeira é a região do Estado de São Paulo que ainda preserva a Mata Atlântica. Quem a conservou? Fomos nós os moradores das Comunidades Tradicionais. Hoje somos penalizadas por isso. Os Indígenas estão sem terra, os Quilombolas e Caboclos são multados a toda hora, os Caiçaras estão sendo expulsos da Juréia, os Pescadores que vivem da pesca artesanal estão sendo engolidos pela pesca predatória, enfim, nossa população é tratada como invasora dentro da nossa própria casa que é o Vale do Ribeira, prova disso é o ICMS Ecológico que não é investido em Políticas Públicas para as Comunidades Tradicionais. E não há nenhuma cobrança e fiscalização do Estado. É urgente e se faz necessário uma mudança de paradigma na política ambiental do Estado de São Paulo, caso contrário estamos fadados a uma grande limpeza étnica no Vale do Ribeira e um empobrecimento ainda maior do nosso Povo do Vale por conta desta política preconceituosa que é implantada na nossa Região. Apesar dos números recordes na arrecadação, a negligência do Estado para com nossa População é absurda pois estamos entre os mais baixos IDH do Pais.

Estamos encaixados entre os dois Estados mais ricos da Federação, e no entanto, falta regularização de nossos territórios, saneamento básico, habitação digna, atendimento de saúde qualificado, reconhecimento e acesso a muitos outros bens e serviços elementares que são dever dos Governos. Faltam alternativas econômicas viáveis para nosso povo e seguem inexistentes planos concretos de inclusão social que respeitem nossos modos de vida e de produção coletivos e tradicionais.

Não cabe, portanto, falar-se em “reserva do possível” diante de um pretenso estágio de “mínimo existencial”, pois falta o mínimo à existência de tais cidadãos organizados em comunidades excluídas. Apesar dos incontáveis apelos feitos há décadas por movimentos sociais, nossas associações locais, sindicatos e ativistas, o Governo do Estado segue praticando uma política que é, em larga medida, contrária não apenas às demandas dos nossos povos do Vale como também opostas a um efetivo desenvolvimento do Vale do Ribeira.

As ditas “políticas de desenvolvimento”, as iniciativas governamentais ora ignoram completamente os interesses das populações mais necessitadas, ora facilitam a execução de obras e projetos que contribuem para a ampliação da exclusão social, para o enriquecimento de alguns poucos beneficiários e para a contínua marginalização política e econômica do nosso Vale do Ribeira dentro do cenário paulista e nacional.

Dentre os inúmeros flagrantes destas “políticas de desenvolvimento”, vale mencionar a política ambiental excludente promovida pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente, o modelo retrógrado de proteção ambiental sustentado pelo Governo do Estado e seus apoiadores, a limitação das autoridades em lidar com os problemas estruturais do Vale do Ribeira e sua inaptidão em enxergar as inúmeras potencialidades da região e de seus habitantes. O governo adota a política, de não garantir à nossa população os direitos fundamentais, com isto expulsam-nos dos nossos territórios onde tiramos nossos sustentos de forma harmoniosa há séculos, o Estado não percebe que quando expulsam-nos, expulsam também os verdadeiros defensores e guardiões desse bioma Mata Atlântica. Sem alternativas, direitos, dignidade, garantias mínimas de vida, nós, Indígenas, Caboclos, Caiçaras, Quilombolas e Pescadores Artesanais, povos do Vale do Ribeira continuamos sendo forçados a migrar para os subúrbios das já superpopuladas cidades do Sudeste e Sul, enquanto isso, a Mata Atlântica é deixada à mercê de especuladores, e o ônus da proteção do meio ambiente se multiplica. Queremos Meio Ambiente com Gente!

Como se não bastasse, a única alternativa encontrada pelo Estado para reverter este ciclo decadente, que parece condenar nossa população do Vale do Ribeira ao eterno subdesenvolvimento, parece ser o contínuo apoio a grandes obras, como as hidrelétricas sobre o Rio Ribeira, apoiando as grandes empresas de mineração, as grandes plantações de eucalipto e pinus, conivente com a visão de uma minoria, o Estado acredita que estas grandes obras trazem emprego, investimentos e recursos para uma região “pobre”. Com isso, ignora-se a visão defendida há anos por uma esmagadora maioria dos moradores e defensores do Vale do Ribeira: estes empreendimentos traram apenas benefícios temporários, atenderiam sobretudo, interesses privados e trariam riscos irreversíveis para uma região extremamente rica – ambiental, cultural e socialmente.

Em nome da Justiça, do cumprimento de direitos constitucionais dos Povos Tradicionais, dos direitos internacionais que detêm à consulta prévia, livre e informada e em nome do desenvolvimento Sociocultural sustentável do Vale do Ribeira e de uma política pública participativa.

 

Não às barragens!

Titularização de nossos territórios!

Meio Ambiente com Gente!

Registro-SP 04/maio/2012

 

 

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Ato Público “Ritual dos povos tradicionais ao Rio Ribeira de Iguape” – Dia 4 de maio – Registro/SP a partir das 18h

Participe!

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Reconhecimento Caboclo – Associação Cabocla, Prosa na Serra e Nupaub/USP

Emmanuel (biologo), kenjy (advogado e estudante de geografia) Claudio (coordenador Prosa na Serra) e Julio (historiador) e Maria Titi (fotografa/historiadora)

No último final de semana, dias 6, 7 e 8 de abril,  a Equipe de Trabalho (Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo, a Prosa na Serra e o Nupaub/USP) deram continuidade aos estudos de auto reconhecimento das comunidades caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo. Além das prosas, estudos,  foi realizado um mapeamento das roças, iniciada a Árvore Genealógica das famílias e um estudo no solo. Além disso foi vivenciado junto à comunidade o feitio da pamonha.

Kenjy e Emmanuel na comunidade cabocla

Sra. Dirce - Associação Cabocla

Comunidade Cabocla - Ribeirão dos Camargo/Iporanga-SP

Kenjy e Emmanuel - Comunidade Cabocla

 

Equipe de Trabalho - Comunidade Cabocla

 

Feitio da árvore genealógica

a lida cabocla

Roça de milho

D. Dirce – Ribeirão dos Camargo

 

Emmanuel - Etnobiologo

Emmanuel, Julio D. Dirce e Sr. Luiz

Kenjy, Julio, Emmanuel, Claudio e Sr. Luiz

Milho orgânico

Feitio da pamonha

Ralando o milho/pamonha

D. Dirce prepara a pamonha

 

ao trabalho...

 

Folha da mandioca - amarelinha

 

Comunidade Cabocla

Roça de Coivara - milho/abobora

Feitio dos mapas: Roças, moradias/território

 

trabalho na comunidade cabocla

 

Levantamento das culturas - meses de plantio e colheita

Troca de conhecimentos/tradicionais e academia

Mapa do território/manual

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Prosa na Serra, Associações Quilombolas de Maria Rosa e Porto Pilões e CQC denunciam a realidade em Iporanga

Nos dias 28 e 29 de março a Prosa na Serra esteve junto à equipe do CQC (Vitor, Gastão, Yuri, Thiago e Oscar Filho) e as Associações Quilombolas dos Bairros Maria Rosa e Porto Pilões,  numa ação de denúncia da realidade enfrentada pelas comunidades quilombolas de Maria Rosa, Porto Pilões e Bento João, com a falta do serviço de travessia realizado pela balsa (serviço público), e pelas condições da estradas que leva às comunidades, todas no município de Iporanga/SP. O trabalho foi árduo… e será apresentado nesta 2a. feira dia 2 de abril a partir das 22h 30, na TV Bandeirantes.

Poço Grande/Iporanga-SP

 

Poço Grande/Iporanga-SP

 

Oscar Filho/CQC e Claudio Henrique/Prosa na Serra

Oscar e Gastão

Feitio da balsa

 

Está balsa foi levada com a enchente de 1 de agosto

Vitor e ao fundo os caboclos e quilombolas fazendo a balsa artesanal

 

Fazem 8 meses sem o serviço público de travessia

balsa pronta

 

tudo pronto

preparando

Ação

Oscar Filho faz a travessia/Rio Ribeira de Iguape- Iporanga/SP

As comunidades estão sem balsa desde 1 da agosto, e quando precisam atravessar veículos elas produzem a balsa, e correm todos os riscos

Travessia Rio Ribeira de Iguape - localidade de Poço Grande/Iporanga-SP

 

Travessia Rio Ribeira de Iguape/localidade Poço Grande-Iporanga/SP

chegamos... agora é só subir a rampa

Oscar Filho

 

Oscar filho entrevista Sr. Zeca/Quilombo Porto Pilões

estrada da comunidade sem condições

Prosa na Serra e equipe do CQC pronta para enfrentar a estrada

Chegando na Comunidade Quilombola de Maria Rosa

Quilombo Maria Rosa/Iporanga-SP

Oscar Filho/Programa CQC

Comunidade Quilombola Maria Rosa

Oscar Filho vivencia a realidade quilombola/Quilombo Maria Rosa

Equipe CQC - Oscar e Vitor/Quilombo Maria Rosa

 

às 4 da madrugada/Quilombo Maria Rosa

 

é de madrugada/estrada-caminho, que as crianças caminham até o transporte escolar, todos os dias

 

Sr. Zeca/Quilombo Porto Pilões, Levina/Quilombo Maria Rosa e equipe CQC Thiago e Yuri

Estrada Vicinal das comunidades Quilombolas de Porto Pilões e Maria Rosa

 

Quilombo Porto Pilões

 

Comunidade Quilombola de Porto Pilões

Quilombo Porto Pilões/Iporanga-SP

 

Ribeirão Itacolomi/Porto Pilões - Iporanga/SP

 

Prosa comunidade Quilombola Porto Pilões

 

A luta das comunidades Tradicionais de Iporanga chegou até o MPF (Ministério Público Federal), onde o Prefeito de Iporanga, Sr. Ariovaldo assinou em 16 de maio de 2011, um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com a Entidade Prosa na Serra e as Associações Caboclas e Quilombolas do município. Este programa do CQC vem lembrar as autoridades que este TAC deve ser cumprido.  E as comunidades Quilombolas de Porto Pilões, Maria Rosa e Banto João devem ser respeitadas em seus direitos.

Link para assistir “Proteste Já!”

http://cqc.band.com.br/videos-episodio.asp?videoid=846c6e4afeb83d91183a93a971939fc5&canal=631&id=6672

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A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP realizam a 1a. ação de seu Auto Reconhecimento

A Prosa na Serra, Associação das Comunidades Caboclas do Bairro Ribeirão dos Camargo e Nupaub/USP, iniciaram o trabalho de Auto Reconhecimento da Comunidade Cabocla do Bairro dos Camargo. Participaram da ação: Sra. Dirce (presidente da Associação das Comunidades Caboclas), Sr. Dito Cata, Sr. Ticão, Sr. Nino Sant’Ana, Sr. Darci Sant’Ana, Sra. Mariza , Sr. Luiz Franco, Helio Looze, Sabrina (antropóloga/Nupaub-USP), Julio (historiador/Nupaub-USP), Claudionor (coordenador Prosa na Serra), Guilherme (Ponto de Cultura Pilar/Ponto Midia Livre/historiador/USP, Maria Titi (fotografa) e Fernando Avena (Premio Tuxaua 2009/Ministério Cultura).  Iniciamos o trabalho de campo no dia 17 de março de 2012. A comunidade tradicional cabocla do Ribeirão dos Camargo iniciou o mapeamento de seu território tradicional e o levantamento antropológico. O Bairro Ribeirão dos Camargo é a primeira localidade povoada no município de Iporanga (antigo Arraial de Santo Antonio), e sua comunidade cabocla data do ano 1690.

A comunidade cabocla vive da agricultura de subsistência (roça de coivara), possuem sua culinária, artesanato, realizam sua cultura, um modo de ser e fazer resguardado pela Constituição Federal de 1988. Desde 2010 vem requerendo oficialmente a desafetação do Petar (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira) de seus territórios tradicionais e o seu reconhecimento como comunidade tradicional. A (Fundação Florestal e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, órgãos do governo do Estado responsáveis pelo Parque não encaminharam nenhuma resposta à Associação sore o assunto. A ação tem parceria com as Comunidades Ttradicionais do Vale do Ribeira que coletivamente lutam pelos direitos aos territórios tradicionais e pelo direito de um meio ambiente com gente.

Sra. Dirce, Sabrina e Julio (Nupaub/USP)

Barreira na Estrada do Ribeirão dos Camargo


Taluá/Ribeirão dos Camargo

 

Localidade Sete Quedas/BairroRibeirão dos Camargo - Iporanga/SP

 

Nino e Claudio utilizam o GPS

 

Sr. Ticão fala sobre a história da região

 

Sr. Luiz e Sr. Darci em entrevista com Guilherme

 

fogão à lenha caboclo

Julio, Sr. Dito Cata e Claudio - ao fundo a roça coivara (milho/arroz)

 

Sr. Ticão e Sr. Luiz proseando na beira do Ribeirão Sete Quedas/Ribeirão dos Camargo

 

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18 de fevereiro de 2011 – um ano de Ausência de Laurindo Gomes/Quilombo Praia Grande-Iporanga/SP

LAURINDO GOMES PRESENTE!

Um ano de Ausência de Laurindo Gomes,  remanescente do Quilombo Praia Grande/Iporanga-SP. Laurindo você está presente em nosso caminhar… em nossa  luta pelo território, pelos direitos sociais…

 

LIDERANÇA QUILOMBOLA DESAPARECE MISTERIOSAMENTE

QUILOMBO PRAIA GRANDE – MUNICÍPIO DE IPORANGA

VALE DO RIBEIRA – ESTADO DE SÃO PAULO

Morte por causa de terra, no Brasil, não surpreende mais ninguém, porque desde antes de 1.500, esta é uma prática comum, assim como é comum que os culpados permaneçam impunes.

O que surpreende é que neste ano, mortes de camponeses e líderes têm ocupado com frequência a mídia.

No Vale do Ribeira, não está sendo diferente, embora seu caso não tenha alcançado a grande mídia, talvez até mesmo por causa da cobiça que ronda a região pela sua grande riqueza em biodiversidade e grande potencial turístico.

 

 

Acontece que no dia 18 de fevereiro deste ano, desapareceu misteriosamente, o SR. LAURINDO GOMES, liderança da COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO DE PRAIA GRANDE, Município de Iporanga, Estado de São Paulo.

 

No dia 18 de fevereiro, por volta das sete (07) horas da amanhã, Sr. Laurindo, que era também agente comunitário de saúde, dirigiu-se para as margens do Rio Ribeira de Iguape, onde tomaria o barco (único veículo para sair do Quilombo). Carregava um balde de mel, algumas abóboras e uma mochila.

 

Foi visto pela última vez por sua ex-esposa se dirigindo para o Rio. Ela escutou o ronco do motor do barco chegando, embora não tenha avistado o mesmo.

 

O Sr. Laurindo estava indo para uma reunião de lideranças na cidade de Iporanga, onde se organizavam para a noite ir à Câmara Municipal, requerer a instalação de uma CPI para investigar o Prefeito, pela sua inércia em relação às Políticas Públicas do Município.

 

O povo do Quilombo de Praia Grande pensava que ele estava na cidade. A família de seu segundo casamento, que estava na cidade, pensava (ACREDITAVA) que ele estava no Quilombo. Seu desaparecimento só foi percebido na quarta feira, dia 23/02, quando seu filho, LAZARO, que estava na cidade para a mesma reunião, foi para o Quilombo levando a noticia de que o mesmo não chegara na cidade e fora informado que não se encontrava no Quilombo.

 

A Comunidade passou a procurá-lo, encontrando apenas marcas de suas pegadas e de onde depositara os volumes que carregava, na areia do porto. No local, sobrou uma abóbora.

 

Na Delegacia de Iporanga foi registrado o Boletim de Ocorrência de desaparecimento, não havendo, porém nenhum esforço para encontrá-lo.

 

Não havia sido instaurado o inquérito e nenhuma investigação havia sido feita, apesar da família ter ido várias vezes na Delegacia e procurado o Ministério Público da Comarca.

 

No dia 05 de maio, o Ministério Público da Comarca foi procurado novamente. Só então solicitou à Delegacia de Iporanga, que fosse instaurado o Inquérito Policial.

 

 

Barco que atende a comunidade quilombola de Praia Grande

 

Os moradores do Quilombo encontram-se amedrontados e abandonados pelas autoridades competentes. Para sair do Quilombo, inclusive os alunos para frequentarem a escola, são transportados de barco, que está em péssimas condições. Enfrentam diversas corredeiras ao longo do percurso. A estrada, por ora, só chega até a fazenda do atual ocupante da cadeira de Prefeito, que fica próxima ao Quilombo.

O Quilombo de Praia Grande fica à margem (DIREITA) do Alto Ribeira, onde se localiza o eixo do projeto da barragem Funil. É uma comunidade reconhecida oficialmente como remanescente de quilombo, conforme o Relatório Técnico Científico, elaborado pelo Instituto de Terras do Estado de São Paulo.

Apesar de reconhecida e ter seu território delimitado, o Estado não promoveu nenhuma ação para a retirada de terceiros da área. Com tanta demora em efetivar a titularidade da comunidade, a credibilidade de que as terras, de fato, pertencem à comunidade foi-se minando, possibilitando compra e venda de terras, o que é proibido pela lei, bem como o aparecimento de “laranjas”, para resguardar políticos da região.

A dificuldade de acesso, a falta de políticas públicas e de assistência à comunidade, a não retirada dos não quilombolas do território, a falta de título de domínio da área, culminou com o desaparecimento do Sr, Laurindo Gomes, que sempre lutou pela titulação e melhoria da vida de sua comunidade.

(este documento foi encaminhado no dia 13 de junho de 2011)

Quilombo Praia Grande - Iporanga/SP

 

Laurindo Gomes as comunidades tradicionais do Vale do Ribeira continuam a luta contra as barragens, pelos territórios, pelos direitos sociais e Meio ambiente com gente!

Levamos a sua presença em nosso caminhar. LAURINDO GOMES PRESENTE!

 


 

 

 

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PONTO DE CULTURA “COISAS DA PROSA” participa de lançamento do Catálogo dos Pontos de Cultura do Estado de São Paulo nos dias 16 e 17 de dezembro

Claudio - coordenador Ponto de Cultura "Coisas da Prosa"

A coordenação do Ponto de Cultura “Coisas da Prosa” participou do Encontro de Pontos de Cultura do Estado de São Paulo, que aconteceu nos dias 16 e 17 de dezembro no Memorial da América Latina, em São Paulo. No dia 18 foi lançado o catálogo dos Pontos de Cultura do Estado de São Paulo.

Claudio - coordenador do Ponto de Cultura "Coisas da Prosa" e Dida - secretário de Cultura de Bertioga

 

CULTURA VIVA

 

CULTURA VIVA - está na pele, no cerebro...

Cultura Viva é isso, um pulsar, “mentes e corações”, e o Ponto de Cultura “COISAS DA PROSA”, acredita nesta vida! Parabéns à todos que respiram e expiram vida à CULTURA VIVA!

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Ponto de cultura “Coisas da Prosa” documenta a Romaria Fluvial de Nossa Senhora do Livramento – Iporanga/SP

Fernando Avena filmando a ação cultural

Inicio do feitio da Balsa a partir das 3 canoas

O Ponto de Cultura “Coisas da Prosa” fecha o ano com o trabalho de documentação audiovisual (fotografia e filmagem) de uma das festas mais importantes do Alto Ribeira de Iguape. A ROMARIA FLUVIAL DE NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO, que acontece no dia 31 de dezembro na cidade Ide Iporanga/SP. Este ano formamos uma equipe para fotografar e filmar a ação cultural das comunidades tradicionais de Iporanga (participam caboclos e quilombolas das diversas comunidades de Iporanga e a comunidade quilombola de João Sura (Adrianopolis/PR). A equipe foi formada por Fernando Avena (Sorocaba), Claudionor (coordenador do Ponto de Cultura “Coisas da Prosa) e Maria Titi (fotografa e co-coordenadora do Ponto de Cultura “Coisas da Prosa”). Foram dois dias de muito trabalho. Aqui está parte dele, um ensaio do que estas comunidades vivenciam e nos encantam com simplicidade e maestria.

Jovens aprendem o amarriu com os mais velhos

Sr. José Andrade - Comunidade quilombola Joào Surá - Adrianopolis/PR

Local do feitio da Balsa - Taquaruvira/Iporanga-SP

Mestres e aprendizes vão moldando a Balsa

D. Marina quilombo Praia Grande/Iporanga-SP faz com arte nosso almoço

D. Ana trabalha com arte nossa salada

Construção da Balsa de Nsa Senhora do Livramento

Caboclos e quilombolas trabalham na construção da Balsa

trabalho coletivo

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Quilombo de Bombas – Iporanga/SP

O Programa Rota do Sol (TV Tribuna) mostra o Quilombo de Bombas comunidade tradicional de Iporanga, e mostra a vida quilombola e seus quereres.

A terra é o bem maior da comunidade, o legado dos mais antigos é respeitado e defendido, a cultura quilombola no seu dia a dia.

Cultura Quilombola

Quilombolas de Bombas – comunidade guardiã da Mata Atlântica
VÍDEO SOBRE A COMUNIDADE QUILOMBOLA DE BOMBAS:
Bombas – a vida no Quilombo

originalmente postado em: http://www.tvtribuna.com/videos/?video=12019

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Semana da Consciência Negra – Iporanga/SP

ATO REPÚDIO – 18/11/2011 – IPORANGA/SP

A OMISSÃO DO ESTADO CONTINUA GERANDO VIOLÊNCIA AOS POVOS

TRADICIONAIS DO VALE DO RIBEIRA

QUEREMOS LEMBRAR HOJE DIA 18 DE NOVEMBRO DE 2011, QUE ESTAMOS AQUI NÃO SOMENTE EM COMEMORAÇÃO EM MAIS UM DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, MAS RESSALTAR QUE ESTAMOS AQUI JUNTOS POR UMA NECESSIDADE, NECESSIDADE ESTA DE DARMOS O NOSSO GRITO, DARMOS O GRITO E MOSTRARMOS AS NOSSAS VOZES.

Voz que até hoje não esta sendo ouvida, voz que até hoje esta sendo ignorada, ignorada pelos poderes públicos constituídos desse municipio, e também por todos os poderes publicos dos municipios do Vale do Ribeira. Nossa voz grita e exige respeito, exige respeito e dignidade. Exige o compromisso daqueles que nos representam, daqueles que fazem o juramento em sua posse em zelar pelo nosso bem estar, mas que até o momento são omissos e ignoram os nossos pedidos.

 

Encontro das Comunidades Tradicionais do Vale do Ribeira - 17 de nov/11

As unidades de conservação do estado no Vale do Ribeira, continuam nos oprimindo, na nossa liberdade de ir e vir, na nossa cultura, no nosso modo de ser e fazer, no nosso modo de povo do vale, lutamos por melhoria de vida, por estradas, por educação, por respeito em nosso território (só na cidade de Iporanga são 10 projetos de mineração esperando licenciamento em nossos territórios, são quatros projetos de barragem para o vale do ribeira), projetos que irão desalojar as famílias tradicionais, já foram desalojadas dezenas delas na região de Adrianópolis, mesmo antes mesmo de ser aprovado o projeto. As barragens nos expulsam de nossos lares, alagarão as nossas terras e contaminarão novamente o nosso Rio Ribeira. Nos do Vale exigimos respeito, não alternativas mentirosas, enganosas. Exigimos um turismo que comtemple a nossa cultura, que respeite os nossos territórios.

Encontro de Formação "quem sabe mais, luta melhor!"

Exigimos um MEIO AMBIENTE COM GENTE. Lembremos Zumbi, massacrado pelo poder dominante, lembremos de sua luta em libertar o povo oprimido, é esse o mesmo povo, somos nós que estamos aqui, somos quilombolas, caboclos, caiçaras, pescadores, comunidades tradicionais do Vale do Ribeira, que urgirmos por liberdade, liberdade em realizar a nossa cultura, liberdade no nosso direito de ir e vir, que a nossa educação seja levada a sério pelos nossos municípios e pelo  Estado.

 

Gritamos hoje por justiça, justiça para elucidar o desaparecimento de nosso irmão Laurindo, caso que nos comove, nos comove e nos revolta, tenhamos certeza que investigação que acontece hoje, é somente pela nossa mobização e cobrança ao Ministério Público do Estado, então estejamos unidose mobilizados para que haja o elucidar deste caso. Aelucidação deste caso sirva de exemplo à todos aqueles que ameaçam as nossas comunidades, sejam terceiros, sejam mineradores, como foi retrado ontem pela comunidade de Porto Velho, e sejam a todos aqueles que cobiçam a os territórios de nossas comunidades… Eu, posso dizer, e presto aqui nossa comoção à família do irmão Laurindo. Gritamos também para que exista algum lado social no municipio, que exista alguma assitência social, que abra o seu coração e ajude, dando um amparo à família. Uma lacuna, que ainda não esta fechada. Laurindo sua ausência nos dá mais força para nossa caminhada…

LAURINDO GOMES… presente!

COMUNIDADES TRADICIONAIS DO VALE DO RIBEIRA

 

Encontro de Formação 17 nov

 

 

Prof. Antonio Diegues (Nupaub/USP) e Sr. Benedito Alves (Quilombo Ivapurunduva/Eldorado-SP)

Sr. José Costa - Quilombo Nhunguara - Iporanga/SP

Ato de Repúdio/Iporanga-SP - 18 nov

Av. Iporanga - Iporanga/SP

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